Visão Acadêmica do Estudo da História

Alunos e Professores na contribuição e disseminação da História como ciência.

A Guerra do FOGO

09/16/2009

Análise do Filme Guerra do Fogo

 

 

Visão Geral

 

            O período pré-histórico na verdade é baseado em suposições e o filme realiza justamente isso, uma suposição sobre os diversos bandos, a sociabilidade desses homicídios e de como eles interagiam no mundo paleolítico.         

O filme narra a história de uma tribo Homo Sapiens, ou talvez Cro Magnon, que detém o conhecimento de como manter o fogo aceso, mas não de como produzi-lo. Quando um ataque de uma tribo Homo Neanderthalensis (provavelmente), rival, extingue sua chama primordial, três membros saem numa jornada para conseguir outra chama e reavivar o seu fogo perdido.

Durante a jornada, os três entram em contato com o Homo Sapiens Sapiens, ao salvarem um deles das mãos de uma tribo Homo Neanderthalensis antropófaga. Do contato com este indivíduo e com sua tribo, mais avançados tecnologicamente, são expostos a diversos conhecimentos novos, principalmente à arte de produzir fogo.

Quando as observações realizadas pelos guerreiros leva de um envolvimento dominante para uma relacionamento mais afetivo. A principal mensagem do filme é justamente esse período de transição.

 

Analise Detalhada

 

01.  Sociabilidade do bando

- Os elementos que compõem o bando de Homo Sapiens ou Cro Magnon estão em uma caverna e realizam atividades em grupo como alimentação, porém não há um líder, não há uma  divindade e nem uma comunicação clara entre eles, tais características são comuns as tribos mais evoluídas de Homo Sapiens sapiens. As relações sexuais são baseadas na força bruta sem qualquer ligação afetiva entre os parceiros.

- O fogo é o elemento agregador do bando. É usado para aquecer-los contra o frio, pois ao que tudo indica o mundo estava em um período interglacial caracterizando degelo e ocasionando muitas áreas de inundação, também era usado para assar alimentos que proviam da caça de animais. Contudo, eles dominavam a técnica de manter o fogo aceso, mas não de produzi-lo.

 - Ainda não possuíam a idéia de enterrar os mortos e cuidar os feridos e doentes, não dominavam nenhuma técnica de cura física, seja por meio de líderes espirituais ou através do uso de ervas. Em uma das cenas um dos hominídios carrega um ferido no ataque ao bando e ao perceber que este estava morto abandona o corpo do companheiro e segue o seu caminho.

02.  Disputas entre os primatas

- Interessante observar que o ataque ao bando que possui o fogo foi executado a espreita e com um objetivo específico, a conquista do fogo. Também podemos dizer que as características dos atacantes estão em um estado evolutivo mais inferior, podemos enquadrar o bando aparentemente Homo Neanderthalensis.

03.  A busca

- Após o ataque os sobreviventes se reagrupam em uma área alagada e pelas indicações gestuais se percebe a escolha de três primatas para saírem em busca de uma nova fonte de fogo.

04.  A Jornada

- Durante a jornada podemos observar a falta de alimentos e os perigos com os animais selvagens, destacando o tigre dentes-de-sabre e os mamutes. Também é fato que os três possuíam já a idéia da observação do relevo geográfico, e observações com relação a distância, quando o bando encontra uma fumaça e percebe mais ou menos a distância onde se encontra o fogo.

- Os primeiros indícios de outro bando aparece. As cinzas que estavam no local quando eles chegaram e começam a revirá-la em busca de sobras de alimentos. Quando um dos primatas encontra restos de ossos ainda com certa quantidade de carne. Mas ao perceber que se trata de um humano ele cospe e joga fora os restos mortais, indicando que temos dois bandos, sendo uma delas antropófaga.   

05.  O Contra-Ataque

- Quando identificam o local onde estão a tribo canibal, que provavelmente trata-se também de Neanderthalensis, eles realizam um ataque organizado, sendo que dois do grupo chamam a atenção e um se aproxima furtivamente para assegurar a conquista do fogo.

- Importante observar que dois hominídeos da espécie Homo Sapiens sapiens estavam amarrados e serviriam de alimento e  um deles estava sem o antebraço que já estava sendo degustado por um dos componentes do bando Neanderthalensis.

06.  O contato com outra espécie

- Salva pela confusão do ataque para a conquista do fogo uma espécie do sexo feminino Homo Sapiens sapiens tenta um contato com o grupo atacante, nota-se inclusive o grau de linguagem da mulher ser bem mais avançado. O grupo inicialmente rechaça a tentativa inicial de manter comunicação.

 - A aproximação só é realizada quando a mulher passa um tipo de erva sobre o ferimento de um dos homicídios feridos no ataque

- Em outra passagem um elemento do grupo tenta ter ralações sexuais com a mulher que é forçada ao ato, mas é interrompido por outro integrante do grupo e que infelizmente completa o ato, ou seja, o macho mais forte prevalece sobre a obtenção da fêmea. Comportamento essencialmente animal.

07.   Observações do Homo Sapiens sapiens

- A aparência da espécie Homo Sapiens sapiens já em igual a do homem moderno e as características de uma linguagem avançada, pintura do corpo, conhecimentos necessários a evolução e continuidade da espécie.

08.   Integração

- Um dos fatores mais importante do filme é transparecer as características evolucionista do Homo Sapiens sapiens em comparação com outras espécies que viveram no mesmo período.

 - A produção do utensílios e a criação de figuras rupestres são elementos que diferenciava as tribos, que na sua constituição, já havia um líder espiritual e uma alimentação de sub-existência, tais como cultivo de frutas e domesticação de animais para fins produtivos como a atração do leite.

- Mas o que mais impressiona e o domínio da técnica de produção do fogo, enquanto outras espécies lutavam para obtenção e manutenção do fogo, o Homo Sapiens sapiens era uma espécie que controlava esse elemento essencial a vida no período Paleolítico.   

 - Outra característica é o discriminatório, já que o filme retrata as mulheres reprodutoras, no caso as mais gordinhas, deveriam dar continuidade a espécie, e já que a mulher que acompanhava o grupo menos evoluído era magra, portanto era discriminada da tribo.

09.  Aos Finalmentes

- No final das contas a mulher ensina as relações sexuais diferenciadas dos animais, com o homem deitado na horizontal sobre a mulher, posição propicia para a fertilidade.

- Há uma ligação afetiva que ligava o homem e a mulher que mesmo sendo de espécies diferentes criaram laços que contribuíram para a hegemonia da espécie.

 

Francisco Miranda

BANDO HOMO SAPIENS ou CRO MAGNON?

 

Interação entre Espécies

 

 

Arquivado em: Pré-História I

1 Comentário »

  1. Comentário por Fernanda — 09/19/2009 (13:37:30)

    Excelente!

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